
Senado Notícias · 14 de setembro de 2026
Comissão aprova Medida Provisória que altera regras de produtividade do INSS
Comissão mista aprova MPV 1.369/2026, que altera as diretrizes do Programa de Gerenciamento de Benefícios para equilibrar análise de novos pedidos e revisões do INSS.
Referência: Senado Notícias
A comissão mista do Congresso Nacional aprovou o parecer favorável à Medida Provisória 1.369/2026. O texto prorroga e altera as regras do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), iniciativa originalmente criada em 2025 com o objetivo de reduzir as filas de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e otimizar os fluxos de trabalho da perícia médica federal.
Com a nova redação, o governo busca dar maior agilidade ao atendimento de novos segurados, ao mesmo tempo em que mantém o rigor na fiscalização de pagamentos ativos. A proposta segue agora para análise dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Nova divisão de prioridades na análise de processos
A principal mudança trazida pela MPV 1.369/2026 está no foco de atuação dos servidores participantes do programa. Anteriormente, o PGB concentrava seus esforços prioritariamente na reavaliação e revisão de benefícios que já haviam sido concedidos.
Agora, o texto equaliza as prioridades. As atividades de revisão passam a ter a mesma relevância e o mesmo peso regulamentar que a análise de novos requerimentos, como pedidos de aposentadoria, pensões e o auxílio-doença. A intenção é evitar que o esforço concentrado em fiscalização atrase a concessão de novos direitos aos cidadãos.
Redução do prazo de espera para o PGB
Outro ponto de grande impacto para a rotina administrativa do órgão é a alteração nos prazos de triagem de processos. A medida provisória reduziu de 45 para 30 dias o tempo mínimo de espera necessário para que um requerimento passe a fazer parte do escopo do programa de gerenciamento.
Essa mudança acelera a entrada de novos processos na fila de distribuição prioritária, permitindo que a força de trabalho dedicada ao programa atue de forma mais rápida sobre as demandas acumuladas.
O que é o Programa de Gerenciamento de Benefícios
Criado para enfrentar a crise das filas na autarquia, o PGB funciona como um regime de metas e incentivos para a produtividade extraordinária de servidores do INSS e de peritos médicos federais.
- Foco original: Revisão de benefícios por incapacidade e benefícios assistenciais suspeitos de irregularidades.
- Novo foco: Equilíbrio entre a concessão inicial de novos direitos e a manutenção da regularidade das folhas de pagamento existentes.
- Mecanismo: Execução de tarefas além da jornada regular para acelerar os despachos e as perícias.
Próximos passos legislativos
Por se tratar de uma medida provisória, as regras já estão em vigor, mas precisam da aprovação definitiva do Poder Legislativo para se converterem em lei permanente. Após a aprovação na comissão mista, a matéria precisa ser votada e aprovada sem alterações substanciais nos plenários da Câmara e do Senado antes de perder a validade.
Impacto prático
Na prática, os servidores que atuam no INSS e na Perícia Médica Federal experimentarão mudanças significativas em sua rotina de trabalho. Com a aprovação da MPV 1.369/2026, as atividades de reavaliação de benefícios antigos passam a ter o mesmo peso e prioridade que a análise de novos requerimentos, como pedidos de aposentadoria e auxílio-doença.
Para os servidores que aderem ao Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), o principal impacto é a ampliação do escopo de processos elegíveis para a realização de tarefas extraordinárias. A redução do prazo mínimo de espera de 45 para 30 dias para que um processo entre no programa significa que o volume de trabalho elegível para bonificação ou metas extraordinárias aumentará mais rapidamente.
Por um lado, a medida pode representar uma oportunidade para servidores que buscam incrementar sua remuneração por meio de produtividade extra. Por outro lado, há um desafio organizacional evidente: equilibrar a meta de zerar as filas de novos pedidos com a demanda contínua de revisão de benefícios já concedidos, sem sobrecarregar a força de trabalho que já lida com deficit de pessoal.
Fonte: Senado Notícias
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