
Senado Notícias · 01 de setembro de 2026
Comissão aprova Medida Provisória que amplia o adicional de fronteira
Comissão mista do Congresso aprova MP 1.375/2026, que expande o rol de carreiras do funcionalismo federal com direito ao adicional de fronteira. Proposta segue para votação na Câmara e no Senado.
Referência: Senado Notícias
Uma comissão mista do Congresso Nacional aprovou, com alterações, a Medida Provisória (MP) 1.375/2026. A proposta amplia o rol de carreiras do funcionalismo público federal com direito ao chamado "adicional de fronteira". Essa indenização é paga a profissionais lotados em delegacias e postos de fronteira ou em localidades consideradas estratégicas para o desenvolvimento e segurança do país.
O texto aprovado pela comissão agora segue para a análise do plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, será votado pelo Senado Federal para que possa ser definitivamente convertido em lei.
O que é o adicional de fronteira?
O adicional de fronteira é uma vantagem pecuniária de caráter indenizatório criada para compensar servidores que atuam em regiões de difícil acesso, isoladas ou de fronteira nacional. O principal objetivo da medida é incentivar a fixação de profissionais qualificados em áreas vulneráveis, onde historicamente há grande rotatividade de pessoal.
Atualmente, o benefício é concedido a categorias específicas voltadas à fiscalização, controle e segurança. Com a nova Medida Provisória, o governo e o Congresso buscam corrigir distorções e incluir novas carreiras que também desempenham papel essencial nessas mesmas localidades, mas que estavam excluídas da indenização.
Quais as mudanças propostas pela MP 1.375/2026?
A medida provisória original passou por ajustes durante a análise na comissão mista. O relatório final aprovado expandiu a lista de cargos contemplados pelo pagamento extra. A justificativa dos parlamentares é de que a atuação integrada do Estado na faixa de fronteira exige a valorização de todo o corpo técnico presente na região, e não apenas de setores isolados.
Entre as principais alterações debatidas na comissão estão:
- Ampliação do rol de cargos e carreiras civis elegíveis ao benefício;
- Atualização dos critérios para definição de "localidades estratégicas";
- Ajustes nas regras de transição para servidores que já estão lotados nessas regiões.
Próximos passos no Congresso Nacional
A aprovação na comissão mista é apenas a primeira etapa do processo legislativo. Por se tratar de uma medida provisória, o texto tem prazo de vigência limitado e precisa ser votado de forma definitiva pelas duas casas do Congresso.
A matéria será encaminhada primeiramente para a Câmara dos Deputados. Caso seja aprovada sem alterações substanciais no mérito, segue para o Senado Federal. Os servidores que atuam nessas regiões devem acompanhar de perto a tramitação, uma vez que a conversão da MP em lei consolidará o direito de forma permanente na legislação federal.
Impacto prático
Na prática, a aprovação da Medida Provisória 1.375/2026 pela comissão mista representa um avanço crucial para a valorização dos servidores que atuam em áreas de fronteira e regiões estratégicas de difícil fixação.
Se o texto for aprovado em definitivo pela Câmara e pelo Senado, novas carreiras do funcionalismo público federal passarão a ter direito ao recebimento do adicional de fronteira. Isso significa um incremento remuneratório direto na folha de pagamento desses profissionais, funcionando como uma compensação financeira pelo desgaste, isolamento e custos de vida nessas localidades.
Para além do benefício financeiro imediato, a medida tende a diminuir a alta rotatividade de pessoal nessas regiões. Com o incentivo financeiro estruturado, o servidor tem mais estímulo para permanecer na localidade, o que garante a continuidade dos serviços públicos essenciais e melhora a qualidade de vida do trabalhador, que passa a contar com um amparo legal sólido para sua permanência em postos avançados do território nacional.
Fonte: Senado Notícias
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